Dinheiro ou Cartão?

Em tempos de instabilidade na economia brasileira e um sobe e desce no valor das moedas estrangeiras, na hora de viajar muitas vezes bate a dúvida: o que levo?

Considero as três formas abaixo as mais comuns de levar, e listo seus pontos positivos e negativos:

Em espécie

Ao comprar a moeda em papel, isto é, dinheiro vivo, irás pagar uma taxa de IOF de 1,1%. Por exemplo: se for comprar mil reais em moeda estrangeira, terá um acréscimo de onze reais em taxas. Sendo está a maior das vantagens deste modelo.

Outra vantagem é que você pode se propor um limite de gastos, e só podendo utilizar o dinheiro que tem em mãos é mais fácil ter um controle dos mesmos.

A grande desvantagem está para os casos de assalto (na Europa os batedores de carteiras são famosos), visto que dinheiro vivo não tem seguro. Neste caso nunca saia com todo o dinheiro na carteira. Calcule quanto irá precisar naquele dia (gastos com alimentação, ingressos e um percentual para extras) e deixe o restante em um cofre. Para quem não dispõe de um, existem pochetes fininhas próprias para armazenar dinheiro e passaporte que são utilizadas por baixo da roupa. Neste caso também vale separar o dinheiro entre o que se vai utilizar e o que é para o resto da viagem, para não ficar se expondo.

Por não oferecer segurança, aconselho levar pelo menos um cartão de crédito desabilitado para compras internacionais, em caso de emergência, ele será muito útil.

Outro ponto é que alguns hotéis solicitam o número de um cartão de crédito para fazerem um depósito de garantia. Além disso, o limite disponível para compras serve como garantia na alfandega, caso você tenha que comprovar que possuí dinheiro para a sua estadia. Então mesmo que não vá utiliza-lo, deves levar pelo menos um desbloqueado.

Cartão de débito

Utilizamos na nossa primeira viagem a Europa e amamos. Mas ele fez tanto sucesso que aumentaram a sua alíquota. Se antes o IOF era o mesmo que comprar em espécie agora é a mesma do cartão de crédito 6,38%. Seguindo o nosso exemplo, ao comprar mil reais em moeda estrangeira, você irá pagar uma taxa de R$ 63,80 (R$ 52,80 a mais do que a primeira opção).

O cartão de débito, assim como o dinheiro vivo, permite você programar quanto irá gastar e colocar uma carga no valor desejado. Mais fácil de carregar e com a possibilidade de cancelar em caso de assalto. Como você recebe dois, o ideal é guarda-los em locais separados, pois caso perca um, basta cancelar e ativar o outro.

Outra vantagem é que você segura o valor do câmbio, depois de carregado, ele não sofre mais alterações. Além disso, você pode sacar dinheiro nos caixas eletrônicos (com cobrança de taxa).

Mas o cartão de débito (assim como o de crédito) exige a companhia de dinheiro vivo, já que pode acontecer de algum lugar não aceitar.

A desvantagem são as taxas, dependendo do local, além do IOF alto, haverá a necessidade de pagar um valor para carregar o cartão. Quando fiz o meu, havia um valor competitivo que compensava escolher a segurança do cartão, hoje é necessário pensar várias vezes e pesquisar entre as administradoras o que mais compensa.

Cartão de Crédito

A grande vantagem é que você já tem em mãos, não precisa solicitar nem pagar taxa extra com isso. Em alguns casos ainda ganha pontos para uma próxima viagem.

O problema é que você não tem garantia do valor que irá pagar. O cartão de crédito considera o câmbio do dia do fechamento da fatura, e na fatura seguinte irá cobrar a diferença do câmbio entre o fechamento da fatura e a data de pagamento. Mais o IOF de 6,38%.

E no caso de moedas diferentes do dólar é a conversão da conversão. Ficou confuso? Se você estiver na Espanha, suas comprar serão em euros. O cartão irá transformar os euros em dólares e os dólares em reais.

Na prática, no momento da compra você pode estar calculando pagar cem reais, e nas faturas seguintes, se houver aumento cambial, você pode pagar com as taxas e ajustes cento e cinquenta reais. Multiplique isso por várias compras e avalie o tamanho do susto.

Uma boa combinação neste caso é consultar o preço do que deseja comprar utilizando o cartão e levar dinheiro em espécie para gastos como alimentação e ingresso.

Existe uma quarta opção: do Travel cheque. Neste caso você troca o cheque em casas de câmbio, bancos ou outros lugares indicados no local onde os adquiriu. Em caso de roubo possuem seguro, podendo ser restituído em 24 horas. O IOF também é de 6,38%. Nunca utilizamos esta opção, então não tenho um maior detalhamento prático além das ofertadas nos sites de banco.

Como podemos observar, todas as opções exigem cuidado, seja com a segurança ou com o uso. Avalie o seu perfil. Se você for do tipo descuidado, talvez valha a pena levar o cartão de débito. Se já possuir a neurose de mil cuidados ao andar pelo Brasil, carregar dinheiro vivo pode ser tranquilo, se for muito organizado e já estiver preparado para os gastos futuros o cartão de crédito não deixa de ser uma opção.

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