Planejamento: Como ir?

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Com o parcelamento sem juros de sites de hospedagem, agências e companhias aéreas, ficou muito mais fácil viajar. Uma dúvida comum é: de que forma eu vou?

Logo que começamos a viajar para lugares mais distantes, utilizávamos agência, principalmente pelo parcelamento e por meu marido se sentir mais seguro em relação à confirmação de tudo. Nos últimos dois anos iniciei o processo de desvincular e começar a contratar por conta, o que gerou mais economia, mas também requer um maior planejamento.

Viajando por agência
Ninguém pode negar que as agências também estão se adequando a diferentes perfis. Hoje elas podem servir apenas para contratar translado passagem aérea, seguro e hotel, como reservar carro e te dar uma sugestão de roteiro que você irá fazer sozinho, oferecer passeios ou um pacote completo com guia.

No caso da contratação do kit básico: translado + passagem + hotel + seguro, sendo sincera, não vale a pena, pois por contratação direta é possível economizar. Na nossa viagem a Portugal, onde contratamos o hotel separadamente, já houve uma diferença substancial. Então vale a pesquisa para comparar os preços.

O que eu acho muito legal nas empresas que vendem o kit básico + aluguel de carro + roteiro é justamente este último item. Com um passo-a-passo composto de história + dicas de alimentação + como chegar e preço médio dos ingressos, é possível viajar de forma independente, mas sabendo a direção certa. Como o roteiro vem pronto, não é necessário ficar horas e horas na internet montando dia-a-dia, e como é possível passar o perfil, a tendência é ele agradar em cheio. E ele te dá à liberdade de ficar mais ou menos tempo em cada lugar, já que você está dando o ritmo da viagem.

O pacote completo com guia tem como grande vantagem dar segurança para quem está indo para um lugar de língua estranha pela primeira vez, os ingressos já estão comprados então não se faz necessário enfrentar filas ou reservar pela internet. A grande desvantagem em minha opinião é que estes roteiros abrangem um grande número de cidades, ocorrendo de se ficar entre meio-dia e no máximo dois dias em cada lugar, fornecendo uma amostra grátis, e não uma imersão. O tempo é extremamente controlado (visto que os grupos são entre 20 e 40 pessoas), e nos casos de almoços e jantares incluídos, o menu pode ser pré-determinado, correndo-se o risco de não agradar o paladar. Vale para quem quer visitar várias cidades em um curto espaço de tempo, mas eu pelo menos sai com a impressão que não havia realmente conhecido nenhuma das cidades.

Guias locais
É muito comum no Brasil ou exterior encontrar no próprio local passeios ou roteiros a venda. No Rio Grande do Sul é possível encontrar passeios em promoções em sites de oferta, no Nordeste basta caminhar e comparar os preços (e embarcações) para contratar diretamente o passeio.

No exterior encontramos brasileiros ou pessoas que falam em português, mas que em comum moram nas cidades que serão visitadas. Dividem-se entre os que personalizam os passeios e os que fornecem para grandes grupos direto na região.

Começando pela segunda opção, normalmente se compra o ingresso e deve-se estar no local combinado dentro da hora indicada. Com horários estipulados, é semelhante aos passeios de agência.

Os personalizados atendem desde o translado até os passeios, buscando no hotel, permite dispensar o aluguel de carro ou outros meios de transporte como ônibus e metro. São mais flexíveis ao se atender pequenos grupos. A grande vantagem é ter alguém que conhece contando a história, levando nos restaurantes e dando dicas do que não se pode deixar de ver ou experimentar. Com mais flexibilidade em relação aos grandes grupos, permite o detalhamento dos locais, alimentação costuma ser certeira e o risco de cair em alguma bomba é menor.

Você e um mapa
Planejar, pesquisar, contratar, confirmar, ficar de olho nas promoções, tudo com você. Na internet muitas pessoas dividem sugestões de roteiros em blogs de viagem, para hotéis o Tripadvisor é uma fonte de opiniões e referências. A vantagem aqui é que conforme se for pesquisando, é possível listar os lugares que mais tem a ver com você ou grupo, fora que a diferença de gasto pode ser grande, permitindo com a economia uma refeição mais elaborada ou um mimo de viagem que não estava na lista, ou até prolongar a estadia.

O que mais curti ao partir para esta abordagem é que você já vai entrando no clima da viagem um tempo antes, a busca por informação vai te deixando mais curioso. Durante a viagem, você observa que conforme os dias passam o mapa nem sempre é necessário, pois ao caminhar e usar o transporte público você aprende a se virar na cidade, respirando o dia-a-dia do local.

A desvantagem é que se você não for organizado, pode não aproveitar nada, pois tem que ter um mínimo de disciplina para horários, pesquisar dias de funcionamento, e levar no bom-humor um restaurante cuja refeição não agradou.

A melhor opção
Não existe receita, aqui entramos para o clube de fazer tudo por conta e curtir um local de cada vez. O importante é avaliar o seu perfil, ver o que te deixa mais a vontade, o que cabe no seu bolso, só não vale deixar de viajar.

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