Bate-volta: Três Coroas

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Vendo algumas fotos no Instagram, comecei a ficar curiosa em relação ao Templo Budista de Três Coroas, que fica aqui do ladinho de Porto Alegre.

Papai não se animou, vovó adorou a ideia, e assim durante o carnaval fomos fazer um bate-volta nesta cidade vizinha de Gramado.

Uma semana antes pesquisei restaurantes e gostei do Espaço Tibet, enviei um e-mail e descobri que no dia 26/02 seria o ano novo tibetano. Por ser uma data especial, eles não estavam realizando reservas, mas sugeriam chegar cedo para pegar lugar mais facilmente.

Optamos pela estrada de Taquara, fugindo dos pedágios, levamos menos de duas horas e nos direcionamos diretamente para o restaurante.

Espaço Tibet

Ficamos simplesmente encantados pelo lugar. No jardim o colorido imperava e várias atividades para que os clientes também comemorasse o ano novo:

1) Farinha

2) Óleo

3) Incenso

Além disso, bandeirinhas com mantras que emanavam boas energias quando o vento aparecia. E a oportunidade de provar a cerveja tibetana (como o motorista não podia beber, a ala feminina achou bastante forte).

O restaurante é pequeno e bonito, o atendimento impecável na simpatia, educação e calma (mesmo havendo fila de espera eles não apressam em nenhum momento os seus clientes).

Quem nos atendeu foi a Rose, logo de início ganhamos um biscoito da sorte no formato do infinito e chá de boas-vindas. Em cada prato uma mandala de presente como lembrança do ano novo tibetano.

Calmamente ela nos deu sugestão de entrada, salada e prato principal, além de sugestão para a pequena, e depois nos deu um tempo para ler o cardápio. Acabamos aceitando todas as sugestões e não nos arrependemos, a comida é deliciosa.

A sugestão acolhida foi:

De entrada Motup, que são trouxinhas tibetanas cozidas no vapor, salteadas na manteiga ao molho vermelho com castanhas de caju e especiarias tibetanas. Sabores: Sha (Carne), Alu (Batata), Nhotsé (Legumes).

Pedimos uma porção e meia, mas Alice adorou e o papai saiu no prejuízo.

As saladas são as tradicionais, ficamos com a Caprese, com Tomate-cereja, palmito, azeitonas pretas e verdes, mussarela ao molho de manjericão. Uma delícia.

Pedimos dois pratos principais. Para o papai e Alice Sha Chow Mein que é uma massa com iscas de filé mignon e legumes crocantes.

Eu e a vovó curtimos provar coisas diferentes e ficamos com o Racha com seu pernil de cordeiro ao molho de cravo. Como acompanhamento arroz branco flambado na manteiga, com castanhas de caju picadas e gergelim preto. Batatas cozidas e seladas na manteiga com ervas finas e cenoura caramelada. A cenoura é dos deuses, eu trocava as batatas por mais um pote com cenoura fácil fácil.

Não sobrou espaço para a sobremesa, então depois de uma caminhada no jardim e uma visita à lojinha, fomos ao templo.

Chagdud Gonpa KHADRO LING Brasil – Templo Budista

A estrada de acesso ao templo exige um pouquinho de espírito aventureiro, a subida é grande, em alguns momento a faixa é única e de chão.

Logo na entrada é solicitado que os visitantes se dirijam primeiro a sala de vídeo. Lá é exibido constantemente o mesmo vídeo disponível no site.

O espaço foi criado para prática e estudo do budismo, não é um local turístico, portanto o acesso aos prédios é parcial. Por exemplo, o templo é extremamente restrito, na verdade um pequeno espaço onde se espia em um primeiro momento uma espécie de sala de aula, onde cada lugar possui um nome e objetos do seu dono. O local é bastante colorido, e os detalhes e imagens muito bem feitos. Não é permitido fotografar nem entrar calçado.

Assim como o Terra Pura, que possui três andares, mas só é possível observar as pinturas e estátuas do primeiro também pela porta.

Outro local fechado é a Casa das Lamparinas, que só podem ser vistas pelo lado de fora. Para oferecer uma, somente fazendo sua solicitação em uma caixa vermelha próxima a entrada do templo (também possível para as bandeiras de oração).

Um espaço particularmente bonito, tanto pelas estátuas vindas da Índia como a vista próxima é o Jardim das 21 Taras, Arya Tara é o Buda feminino e conhecida por atender rápida as solicitações.

Nas salas onde estão às rodas de oração já é possível caminhar por elas e ouvir o seu som. São cilindros que giram sem parar. Neles estão escritos mantras. Há mais de uma sala com eles, com variados tamanhos.

Espalhadas em várias partes estão as Bandeiras de oração, feitas em tecidos e também com mantras, possuem como propósito que o vento espalhe suas bênçãos.

Finalizamos o passeio na área das Estupas, são oito monumentos representando a mente iluminada, correspondendo a passagens da vida do Buda. Quando fomos, elas estavam em reforma, mas isso não impediu de ver sua beleza. Próxima a elas estão às estátuas de Guru Rimpoche e do Buda Askhobia. Coloridas e recheadas de elementos chamam a atenção por seus detalhes e fisionomias. Ambas foram construídas no local.

Além dos prédios está à natureza, em vários pontos é possível sentar e relaxar, um dos mais legais mas perigoso para quem vai com criança (devido ao grande declive) é a área próxima as estupas.

O local possui estacionamento, tem uma loja com produtos como livros e camisetas. Na parte de alimentação o máximo que se consegue é uma água, então para ficar mais tempo é necessário levar algum lanche para os pequenos.

As crianças curtem bastante o espaço, principalmente as de apartamento, pois é possível correr e brincar fora dos prédios. Uma forma de mostrar para os pequenos uma cultura diferente de forma divertida.

Site do restaurante (tem o cardápio com os preços): http://www.espacotibet.com.br/
Site do templo budista: http://templobudista.org/

* Passeio realizado em Fevereiro/2017
* Alice estava com 3 anos e 9 meses
* Patrocinado por nós

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