Curitiba – Dia 2 – Passeio de trem até Morretes

Quando era aborrecente em Curitiba, lá nos anos 90, fiz o passeio de trem de Curitiba a Paranaguá, naquela época compramos o bilhete na estação, nos vagões simples nada era servido e era possível viajar no meio dos vagões, tendo uma visão privilegiada dos abismos pelos quais os trilhos passam.

Mas como dizia uma propaganda o tempo passa, o tempo voa… e com a popularização do passeio optamos em reservar antecipadamente um pacote com os tickets para o passeio, almoço e van para o retorno, sendo que eles pegavam e largavam no hotel. Como não consegui reservar diretamente no site da Serra Verde Express (responsável em operar os passeios), fechamos com a Special Paraná, que é uma representante da primeira.

A primeira mudança foi no itinerário, que agora não vai até Paranaguá, parando antes em Morretes. Na chegada, antes do embarque, fomos até o balcão para mostrar a identidade da Alice e autorizar a sua ida ao passeio. É um procedimento rápido e obrigatório. Ainda é possível comprar os ingressos diretamente, vimos muitas pessoas fazendo isso.

O passeio de trem

Se nos anos 90 os trens de passeio eram lobos solitários percorrendo os trilhos, hoje eles dividem espaço com os trens de carga, o que torna o seu deslocamento mais lento, e algumas vezes algumas paisagens são obstruídas por trens parados para retornarem aos trilhos.

Outra diferença é que mesmo na classe turística um pequeno lanche é servido (composto de bolachas e uma bebida), e no nosso caso uma guia contando histórias e estórias. E não é mais possível ficar entre os vagões.

O que não mudou é o belo quadro vivo que esta ferrovia com mais de 130 anos proporciona. São quatro horas que passam rapidamente, encantando pessoas de todas as idades. Do escuro dos túneis, passando pelas antigas casas, até suas cachoeiras e montanhas, é impossível não admirar e ficar abismado com a construção em situações tão adversas.

Morretes

Pequena e colorida à cidade de Morretes foi fundada por jesuítas nas margens da baía de Paranaguá e hoje recebe turistas curiosos em ver de perto suas casas históricas e experimentar o famoso barreado, prato regional oferecido em vários restaurantes.

No alto enxergamos a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto, por dentro ela é clara e simples, suas paredes são decoradas por quadros de Theodoro de Bona, cuja presença está em um quadro explicativo logo na entrada e no quadro da crucificação.

Caminhando pelas ruas e pontes que cercam o Rio Nhundiaquara é possível ver caiaques e pessoas pulando para um mergulho em suas águas.

Lojas e bancas oferecendo diversos produtos, desde bala de gengibre até objetos de decoração. E se estiver calor, que tal um picolé artesanal com um sabor diferente? Eu experimentei o de vinho tinto e estava tri bom.

Almoço

Como optamos em comprar pacote, estava incluído o almoço em Morretes no Restaurante Serra Verde Express, que serve o típico barreado.

O restaurante possui fotos bonitas nas paredes, o barreado é bem gostoso, o problema fica no atendimento.

Nós e outra família com criança fomos os primeiros a chegar, mas as atendentes acomodaram todos que chegaram depois, nos deixando por último. Você não pode escolher a mesa e ela será compartilhada com outras pessoas. No nosso caso já havíamos começado o almoço quando vieram e colocaram mais duas moças. E não repuseram todas as entradas para elas.

Bebidas e sobremesas eram a parte, a primeira era bastante cara e a segunda nem chegamos a experimentar. Então não é um local em que ficamos com vontade de voltar.

Antonina

Após passear por Morretes, foi dada uma rápida volta em Antonina, cidade cujo nome é uma homenagem ao Príncipe da Beira Dom Antonio de Portugal. Também é muito bonitinha. Próximo à igreja matriz ruas com nomes de músicas.

Nas ruínas do Casarão Macedo, um antigo depósito de erva-mate, é possível ter uma bela visão da baía de Paranaguá e dos pequenos barcos e veleiros que nela estão. O local em si é impressionante, sua construção em pedra conserva uma certa beleza que complementa a vista que o local proporciona. Pena alguns pichadores terem aparecido por lá, mas nem isso estraga a visita.

Com a leve chuva o motorista optou em retornar pela BR e não pela estrada da Graciosa. Como não conhecíamos Morretes e Antonina o pacote valeu a pena, mas em um retorno faria por conta própria, até para ter liberdade de escolher o restaurante.

O passeio leva o dia inteiro, e sim, para quem vai ficar pelo menos três dias em Curitiba vale muito a pena.

* Quer ver mais fotos? Siga nosso instagram @inspenarua
* Viagem realizada em novembro/2017
* Alice estava com 4 anos e 6 meses
* Viagem patrocinada por nós mesmos
* Todas as fotos são autorais

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